Primeira Infância foi pauta de oficina para jornalistas da região Centro Oeste

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Por: Alexandre Moura – Brasília/DF

Jornalistas da região Centro Oeste durante a oficina com o tema Primeira Infância

O tema Primeira Infância foi apresentado durante uma oficina para um grupo de jornalistas da região Centro Oeste no último dia 23 de julho em Brasília-DF. O evento foi promovido pela ANDI-Comunicação e Direitos, com a parceria da UNESCO e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). A oficina teve como objetivo preparar os jornalistas no sentido de aprimorar a comunicação sobre essa fase fundamental da vida. Foi abordado a importância do Marco Legal da Primeira Infância, como o investimento social na Primeira Infância pode ser uma estratégia de prevenção à violência, a importância da educação infantil e a cobertura jornalística sobre o tema.

Aprovado em 8 de março de 2016, o Marco Legal da Primeira Infância é uma lei que coloca as crianças de zero a seis anos como prioridade no desenvolvimento de programas e formulação de políticas públicas. Com a publicação da lei, o Brasil foi o primeiro país da América Latina a reconhecer a importância de valorizar a primeira fase da vida.  A ANDI estará à frente da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) nos próximos três anos. Na condição de diretor/editor do jornal eletrônico O Momento News – Estado do Mato Grosso do Sul, fui convidado a participar.

Ao todo foram quatro rodadas de palestras sendo que, a primeira teve como tema, “O que é a primeira infância, porque é prioridade, o que diz o marco legal?”, com apresentação de Mirian Pragita, graduada na área do desenvolvimento humano e atualmente secretária executiva da RNPI (Rede Nacional Primeira Infância) e diretora executiva da ANDI, e Dioclécio Campos Júnior, graduado em medicina, mestre e doutor em pediatria.

Mirian destacou a importância de assegurar os direitos da criança de acordo com as diretrizes do Marco Legal da Primeira Infância. Para ela, “os pais devem prestar atenção na maneira em que foram criados. Pois isso é transmitido de maneira automática para os filhos. Mas podem aprimorar para que o futuro seja melhor”, disse. Dioclécio destacou sobre o desenvolvimento cerebral na criança de zero a seis anos. “É nesta fase da vida que acontecem diversas transformações no cérebro fundamentais para o desenvolvimento, por exemplo, a criatividade”, disse.

O tema da segunda rodada foi “Mídia e Primeira Infância” e teve apresentação das jornalistas Suzana Varjão que também é escritora, pesquisadora e mestre em Cultura e Sociedade e por Marta Salomon que também é mestre e doutoranda em Desenvolvimento Sustentável. Ambas abordaram estratégias de elaboração de pautas, dando uma atenção especial ao período de campanha eleitoral, preparando os jornalistas para a interação com os candidatos.

O tema da terceira rodada foi, “Educação Infantil: a base da base”, apresentado por Vital Didonet, especialista em educação com mais de 30 anos de experiência em políticas públicas na área dos direitos das crianças e por Maria Aparecida Camarato Martins, pedagoga, mestre e doutoranda em Educação. De acordo com Vital, “a educação infantil não é curso preparatório para o Enen. É preciso assegurar o direito da criança de brincar nesta fase da vida. Se a gente muda o início da história, mudamos a história toda”, disse.

A quarta e última rodada teve o tema “Primeira infância como estratégia de prevenção à violência”, com os palestrantes Pedro Hartung, advogado, pesquisador e coordenador do Programa Prioridade Absoluta e Karina Lira, mestre em saúde coletiva e especialista em vigilância sobre saúde. Para o advogado, um dos avanços legais para a proteção e prevenção das crianças contra a violência foi a aprovação no dia 20 de fevereiro deste ano do habeas corpus coletivo para converter a prisão preventiva de todas as presas grávidas e mães de crianças de até 12 anos em prisão domiciliar. Antes as crianças acabavam sofrendo as consequências da penalidade das mães infratoras, pois tinham que ficar com elas dentro da prisão.

Para mim foi motivo de felicidade a oportunidade de participar deste evento e ver que tem pessoas empenhadas no futuro das crianças. “Eu quero dizer que estou feliz com esta oficina, pois sou pai de duas filhas. Uma adulta com 21 anos e uma criança de seis anos de idade. Ver que tem pessoas fazendo um trabalho sério em prol das crianças reforça em mim a esperança de um mundo melhor”, disse durante debate.

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